EGPCE lança projeto EGPET e mobiliza servidores e população em ação inédita de proteção animal no Cambeba

9 de abril de 2026 - 10:37

A Escola de Gestão Pública do Estado do Ceará (EGPCE) realizou, nesta terça-feira (8), o lançamento oficial do EGPET, projeto voltado ao cuidado e bem-estar de cães e gatos comunitários que vivem no entorno do Centro Administrativo do Cambeba, em Fortaleza. A ação ocorreu no auditório da Seplag e reuniu representantes institucionais, servidores, protetores independentes e sociedade civil.

O projeto nasce da necessidade de institucionalizar o cuidado com os animais e da sensibilidade da gestão da EGPCE, consolidando um modelo de atuação conjunta entre poder público e voluntários. A proposta é estruturar ações contínuas de saúde, proteção e manejo ético dos animais que circulam nos órgãos públicos da região. O programa foi instituído pela Portaria nº 0011/2026, publicada no Diário Oficial do Estado.

Durante a abertura do evento, o diretor da EGPCE, Saulo Braga, destacou o processo de construção da iniciativa e a importância de transformar a sensibilidade em ação institucional.

“A gente não pode fazer um projeto desse de forma leviana. Tem que ser com carinho, zelo e responsabilidade. Foi um trabalho de articulação ao longo do último ano para que isso saísse do papel e acontecesse de forma estruturada”, afirmou.

O gestor também reforçou que o EGPET nasce como um esforço coletivo e articulador.

“O que eu tenho é o poder de articulação para que isso aconteça de forma institucional. Se cada órgão público começar a se organizar, a gente consegue alcançar um trabalho muito mais efetivo no cuidado com os animais comunitários”, pontuou.

Representando a Secretaria Municipal de Proteção Animal, o veterinário Jefferson Vieira, ressaltou o avanço das políticas públicas na capital e a ampliação dos serviços ofertados.

“Fortaleza vem ampliando cada vez mais a proteção animal, com ações como o Programa Veterinário Solidário, o Vet Móvel e iniciativas de vacinação e castração. Nosso objetivo é levar atendimento e orientação para quem mais precisa, especialmente os animais que não podem expressar o que estão sentindo”, destacou.

Ele também reconheceu o papel dos protetores independentes:

“É um trabalho muito difícil, voluntário, muitas vezes feito com recursos próprios. Esses animais são comunitários e precisam ser cuidados tanto pela população quanto pelo poder público”.

Como parte da programação, o evento contou com o painel sobre bem-estar animal e com a palestra “Boas práticas e cuidados com animais sem tutela em ambientes de trabalho”, ministrada pelo da Secretaria de Proteção Animal do Estado, Sérgio Filho, promovendo um momento de conscientização entre os participantes.

Durante sua fala, Sérgio, enfatizou a importância do cuidado responsável e da informação.

“Cuidar corretamente dos animais é uma questão de saúde, ética e responsabilidade coletiva. Muitas vezes esse cuidado acontece de forma informal, sem orientação, o que pode gerar riscos tanto para as pessoas quanto para os próprios animais”, explicou.

Ele também destacou a necessidade de compreender o contexto dos animais sem tutela:

“São animais que não têm um responsável legal e dependem da comunidade para sobreviver. Entender isso é essencial para que possamos atuar de forma segura e eficaz”.

Outro destaque foi a realização do GiroPet, programa da SEPA que levou serviços gratuitos à população, como vacinação antirrábica, teste de calazar e encoleiramento antiparasitário. A ação ocorreu ao longo do dia na sede da EGPCE e atraiu tutores da comunidade, que puderam levar seus pets para atendimento sem necessidade de agendamento. Ao todo, foram atendidos 59 animais.

Além disso, foi promovida uma campanha solidária de arrecadação de ração, fortalecendo a rede de apoio aos animais em situação de vulnerabilidade.

Integrando as comemorações pelos 17 anos da EGPCE e o Abril Laranja, mês de prevenção à crueldade contra os animais, o lançamento do EGPET marca o início de uma agenda de ações ao longo de 2026, com foco na promoção da saúde animal, no controle populacional e na conscientização coletiva.

A iniciativa reforça o compromisso das instituições envolvidas com a responsabilidade social e aponta para um modelo colaborativo que pode ser replicado em outros órgãos públicos, ampliando o alcance das políticas de proteção animal no Ceará.